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Partido Socialista Lusitano

 



O camarada responsável pela secção de propaganda, J.S.

O QUE NÓS QUEREMOS

O MOVIMENTO AUTONOMISTA E SOCIALISTA DA LUSITÂNIA

Nós queremos uma Lusitânia com o seu próprio Governo:

O Estado Português, enquanto negar a existência de minorias nacionais e de regiões histórico-culturais no seu território, está de facto, a opor-se ao desenvolvimento económico, social, cultural e político não só desses povos e regiões como de todo o país. Tal como o povo Alentejano, Algarvio, Mirandês, Barranquenho e Galaico entre outros, o povo Lusitano recusa a sua exploração, colonização e extinção. Tudo de forma a assegurar um Estatuto de governação e autonomia adaptado à sua própria situação, território, cultura e história, assim como às suas capacidades económicas e sociais. Somente uma Lusitânia unida, com o seu próprio Governo nacional, com Assembleia Regional livremente eleita pelo seu povo e Autonomia político-administrativa abrangendo todo o seu território, permitir-nos-á controlar os recursos naturais e o futuro da nossa nação, e fazê-la prosperar livremente.
Contudo, a Lusitânia que nós queremos deve contar com a diversidade das suas próprias regiões, distritos e províncias que a compõem. Estas províncias ou regiões devem ser redefinidas mais democráticamente e de acordo com as suas próprias populações, e portante melhor do que as presentes divisões absurdas, burocráticas e impopulares feitas pelo Governo da República Portuguesa.

Nós queremos uma Lusitânia Socialista:

Na Lusitânia tal como em todo o lado, o capitalismo e as suas multinacionais têm-se comprovado nocivas aos interesses do povo e do país. O grande capital é, juntamente com o Estado burguês seu cúmplice, o nosso primeiro inimigo.
Nós não queremos aplicar à nossa Lusitânia modelos estrangeiros ou planos Portugueses de socialismo que poderião ser prejudiciais dentro do contexto Lusitano. Nós procuramos uma Via Lusitana para o socialismo.
O socialismo que nós escolhemos é um socialismo democrático de base não social-democrata. A população do nosso país deverá ser capaz de tomar as suas próprias decisões em todos os níveis da sociedade, no plano colectivo e individual, incluindo ao nível de bairro, escolas e fábricas, ou em qualquer outra actividade social, e deste modo, melhor controlar a aplicação das suas decisões: para nós, isto é auto-gestão.
A Lusitânia socialista porque nós estamos lutando, nunca estará completa sem a total participação de todos os cidadãos que fazem parte do povo Lusitano.
O Partido Socialista Lusitano apoia a luta de todos aqueles que combatem contra todos os tipos de dominação e de repressão na Lusitânia. Liberdade total para o povo Lusitano nunca será conseguida sem uma mudança de ao nível das relações educacionais, cívicas e familiares que existem dentro da nossa sociedade.

Nós queremos um Estatuto nacional especial e completo para a Lusitânia dentro de uma nova organização de relações entre os povos:

A nossa luta pela autonomia da Lusitânia, faz-nos permanecer ao lado dos povos e grupos étnicos oprimidos que lutam pela sua liberdade. Nós somos internacionalistas. Sendo a Lusitânia uma nação histórica, autónoma e distinta na linha de fronteira entre o mundo mediterrânico e a Europa, deveríamos no futuro ser parte activa na nova organização económica dos povos do sul da Europa contra o poder capitalista e industrial da Europa do norte. E sem descurar o nosso papel em prol de uma nova ordem económica mundial que combata a globalização conduzida pelo capitalismo.
Por esta razão, nós dizemos NÃO ao presente modelo económico e socio-político da União Europeia dos tecnocratas e burocratas tal como hoje se apresenta, assim como ao seu alargamento, o que no fundo significa mais colonização e exploração dos povos Ibéricos e Europeus.
Nós denunciamos qualquer tipo de supranacionalidade Europeia que procure nos planos económico, sócio-político e cultural apenas abafar a necessidade de liberdade que os povos e nações ainda dominadas por Estados centralizados ou neo-colonialistas procuram exprimir.

Nós propomos um Estatuto nacional oficial para a língua Lusitana:

O Lusitânico, ou a moderna e renascida língua Lusitânica, com a sua diversidade especial e diferente da língua neo-latina Portuguesa, deveria num futuro próximo estar em pé de igualdade com a língua Portuguesa, sendo ambas co-oficiais na Lusitânia. a nossa luta pelo ensino e a difusão da língua Lusitana, e pela cultura de ontem, de hoje e de amanhã é essencial e não deverá ser separada da luta política e social. Por tudo isso, nós propomos para a Lusitânia livre a oficialização destas duas línguas.