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O QUE NÓS QUEREMOS O MOVIMENTO AUTONOMISTA E SOCIALISTA DA LUSITÂNIA Nós queremos uma Lusitânia com o seu próprio Governo: O Estado Português, enquanto negar
a existência de minorias nacionais e de regiões histórico-culturais
no seu território, está de facto, a opor-se ao desenvolvimento
económico, social, cultural e político não só
desses povos e regiões como de todo o país. Tal como
o povo Alentejano, Algarvio, Mirandês, Barranquenho e Galaico
entre outros, o povo Lusitano recusa a sua exploração,
colonização e extinção. Tudo de forma
a assegurar um Estatuto de governação e autonomia adaptado
à sua própria situação, território,
cultura e história, assim como às suas capacidades económicas
e sociais. Somente uma Lusitânia unida, com o seu próprio
Governo nacional, com Assembleia Regional livremente eleita pelo seu
povo e Autonomia político-administrativa abrangendo todo o
seu território, permitir-nos-á controlar os recursos
naturais e o futuro da nossa nação, e fazê-la
prosperar livremente. Nós queremos uma Lusitânia Socialista: Na Lusitânia tal como em todo o lado,
o capitalismo e as suas multinacionais têm-se comprovado nocivas
aos interesses do povo e do país. O grande capital é,
juntamente com o Estado burguês seu cúmplice, o nosso
primeiro inimigo. Nós queremos um Estatuto nacional especial e completo para a Lusitânia dentro de uma nova organização de relações entre os povos: A nossa luta pela autonomia da Lusitânia,
faz-nos permanecer ao lado dos povos e grupos étnicos oprimidos
que lutam pela sua liberdade. Nós somos internacionalistas.
Sendo a Lusitânia uma nação histórica,
autónoma e distinta na linha de fronteira entre o mundo mediterrânico
e a Europa, deveríamos no futuro ser parte activa na nova organização
económica dos povos do sul da Europa contra o poder capitalista
e industrial da Europa do norte. E sem descurar o nosso papel em prol
de uma nova ordem económica mundial que combata a globalização
conduzida pelo capitalismo. Nós propomos um Estatuto nacional oficial para a língua Lusitana: O Lusitânico, ou a moderna e renascida língua Lusitânica, com a sua diversidade especial e diferente da língua neo-latina Portuguesa, deveria num futuro próximo estar em pé de igualdade com a língua Portuguesa, sendo ambas co-oficiais na Lusitânia. a nossa luta pelo ensino e a difusão da língua Lusitana, e pela cultura de ontem, de hoje e de amanhã é essencial e não deverá ser separada da luta política e social. Por tudo isso, nós propomos para a Lusitânia livre a oficialização destas duas línguas.
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