
O camarada J.S. responsável pela
secção de propaganda do partido.
SOBRE O PARTIDO SOCIALISTA LUSITANO
O Partido Socialista Lusitano (PSL) é
o partido socialista da Lusitânia que luta pela transformação
da sociedade. apesar de nos ser impedida a legalização
pelas leis anti-democráticas e colonialistas do Estado português,
nós somos o maior partido da esquerda lusitana. Nós lutamos
pelo fim do centralismo e do colonialismo interno português e
sua substituição pela independência nacional e auto-determinação
da Lusitânia. Nós lutamos também pelo fim do capitalismo
e a sua substituição pelo socialismo; queremos um sistema
económico baseado na justiça social e na proteção
do meio-ambiente em vez do lucro privado e da destruição
ecológica.
Nós acreditamos que podemos transformar
a Lusitânia numa nação melhor, sem oprimidos lusitanos
nem opressores ou colonialistas portugueses, queremos uma terra de paz
onde todos tenham os mesmos direitos de facto e não que uns tenham
mais direitos que os outros, queremos por exemplo, que cada escola estatal
forneça gratuitamente a todas as crianças lusitanas que
a frequentam almoços com comida nutritiva e não de plástico,
durante toda a semana escolar; queremos que os pensionistas e reformados
recebam uma pensão condigna e tenham acesso gratuito a serviços
públicos essenciais como a saúde e a cultura; queremos
que todas as famílias lusitanas tenham aquecimento nas suas casas
sejam na cidade ou nos campos isolados, assim como tenham segurança,
espaços verdes, lojas e escolas para todos; queremos que todos
os imigrantes portugueses e refugiados estrangeiros estabelecidos na
nossa região tenham os mesmos direitos laborais e sociais tal
como o devem ter todos os lusitanos, para benefício de todos
nós; queremos que todos os lusitanos e outros imigrantes estabelecidos
na Lusitânia tenham uma vida tranquila e que a guerra ou os conflitos
sociais seja apenas uma triste lembrança; queremos uma energia
ecológica e economicamente sustentável e nacionalizada;
queremos a proteção do nosso meio-ambiente e dos nossos
recursos naturais em lugar da sua destruição como é
apanágio dos governos centrais portugueses; e queremos transportes
públicos, autocarros e combóios gratuitos e sem publicidade
que façam serviço regular entre todas as cidades e os
casais serranos das comunidades nativas mais isoladas da Lusitânia,
desde as principais cidades como a Guarda, Castelo Branco ou Viseu até
ao coração do interior serrano onde estão os casais
mais isolados como os do Folgosinho por exemplo.
Mas de momento, vivemos infelizmente tempos
muitos difíceis.
Quando o governo central e colonial português por exemplo, declara
entre-linhas que a autonomia regional da Nação Lusitana
é a maior ameaça ao nosso "modo de vida" tradicional
e aos "interesses" do país; em todo o mundo por exemplo,
milhares de milhares de pessoas estão a morrer ou já morreram
em resultado das graves mudanças climáticas causadas pela
política errada dos governos centrais que só pensam no
lucro selvagem das grandes empresas e monopólios capitalistas.
Nós temos apenas um curto espaço de tempo para pararmos
com a destruição da Terra devido ao aquecimento global
provocado pelo poder destruitivo do desperdício do capitalismo
que invadiu as nossas cidades e campos.
Desde o massacre colonial fascista português do Colmeal em 1957
sobre o nosso povo indefeso Lusitano, uma emigração e
opressão brutal têm invadido e desertificado as nossas
aldeias do interior da Lusitânia, milhões de Lusitanos
para fugirem à fome e à miséria foram obrigados
a fugirem para o estrangeiro ou para outras regiões de Portugal,
tudo graças à cortesia político-social dos governos
centrais fascistas e "democratas" portugueses.
Centenas de milhares de populares já abandonaram as suas casas,
campos e aldeias e perdido para sempre parte da sua cultura nativa Lusitana,
e a nossa sociedade Lusitana foi esmagada ou transformada em pó.
O PSL opõe-se a esta cruel realidade actual muito antes de ela
ter começado. Assim também o fazem e pensam a maioria
dos Lusitanos conscientes dos graves problemas que a sua nação
atravessa.
Mais ainda, as vidas dos nossos emigrantes, e os milhões de euros
pagos de impostos, continuam a ser esbanjados nesta triste desventura
política de os governos centrais portugueses continuarem a alimentar
uma minoria de capitalistas opressores, esta é a prova da última
arfada de ar de um Estado opressor, colonial, capitalista, anti-popular
e desacreditado que está a morrer, devido à prática
política de uma classe política que governa contra os
interesses dos povos nativos do país.
Já é tempo de devolver a soberania ao povo Lusitano. Já
é tempo de reconhecer a urgência da autonomia regional
da Nação Lusitana oprimida pelo Estado português.
Na Lusitânia hoje em dia, nós não temos voto nem
voz sobre esta questão.
Tal é a ilusão de uma regionalização do
país e da devolução da autonomia mesmo que parcial
à região da Lusitânia.
Uma Lusitânia autónoma ou independente terá de ter
controlo total sobre a sua política interna e externa, e por
exemplo, onde e como empregar ou gastar as suas riquezas.
Existe actualmente uma crescente e consistente tendência por parte
do nosso povo nativo Lusitano para a autonomia regional, para a auto-determinação
e para confiarmos o nosso destino a partidos lusitanos pró-independência.
A Lusitânia reclamando em romper com os seus quase 900 anos de
dominação portuguesa ou com os seus laços forçados
com Portugal– e por inúmeras razões válidas,
embora nenhuma delas seja por qualquer sentimento anti-português,
porque nós não confundimos o povo português com
a elite governativa ou as classes dirigentes portuguesas, só
estas últimas são os únicos inimigos da Lusitânia,
do povo Lusitano e dos outros povos nativos de Portugal.
Nós estamos contestando a domonação da nossa nação
por Portugal que nos tem arrastado continuamente para guerras ilegais
e imorais, desde as antigas guerras coloniais em África até
aos conflitos internos da União Europeia.
Nós contestamos uma dominação que legitima a repressão
interna sobre os trabalhadores lusitanos de tal forma que explora o
enorme défice democrático existente no país, a
política em Portugal é feita só e exclusivamente
para proteger uma minoria poderosa que detém o poder e não
para servir os interesses dos trabalhadores, não importa em quem
nós votemos, os partidos portugueses (bloco central) ao serviço
das suas elites socias, conseguem sempre impor a política centralista
e capitalista dos governos centrais de Lisboa sobre a nossa terra.
Um Estado que oferece isenções especiais nos impostos
às grandes empresas e aos ricos, enquanto milhares e milhares
de pobres lutam para sobreviver no desemprego e muitos trabalhadores
com trabalho precário e ordenados mínimos miseráveis
não conseguem obter a ajuda necessária do Estado para
viverem, são forçados pelo governo português a emigrarem
ou mesmo como acontece com alguns a entrar na pequena criminalidade.
Nós temos neste país uma política laboral de quase
emprego que só favorece os patrões, que assim provoca
cada vez mais precariedade e pobreza entre o povo lusitano, mesmo entre
as famílias trabalhadoras, hoje sem condições de
viverem dignamente na sua própria terra devido às políticas
do Governo central de Lisboa; as suas casas miseráveis têm
rendas exorbitantes para os seus habitantes, a comida caríssima
e de má qualidade provoca sub-nutrição e doenças
graves entre os mais pobres, assim como a poluição ambiental
provocada pelas fábricas que não respeitam os limites
de emissão de dióxido de carbono, os cuidados de saúde
são caros e inacessíveis aos mais pobres, o crime aumenta
e provoca cada vez mais insegurança, a solidão e o isolamento
físico e mental provocam doenças graves que não
dão hipótese a muitos de refazerem as suas vidas, na Lusitânia,
o governo central de Lisboa está a criar uma terra insustentável,
uma sociedade moribunda, que deixa morrer o seu próprio povo.
Num Estado centralista tão obsessivo como o Português,
instruído e moldado de forma a ajudar as grandes empresas e os
seus amigos mais ricos, poucas escolas e hospitais foram construídos,
bem pelo contrário, foram muitos mais as escolas, os hospitais,
as maternidades e os centros de saúde que fecharam, principalmente
para as populações do interior mais carenciadas, as regiões
do interior estão décadas atrasadas da média existente
na maioria dos países europeus; as crianças da nossa terra
já sofrem de doenças de pessoas de meia idade que as estão
a matar lentamente, os casos de cancro provocados pela recusa do governo
central de Lisboa em regulamentar humanemente a comida processada industrialmente
irá matar muitos do nosso povo; gerações e gerações
de lusitanos estão escorregando para o abismo devido aos enormes
e inimagináveis débitos bancários que têm
de pagar a companhias financeiras e a bancos falidos pela ganância
dos seus administradores; cidades, vilas e aldeias estripadas pela invasão
do cartel dos grandes empreendimentos retalhistas imparáveis
(supermercados, hipermercados, centros comerciais, freeports) nos seus
limites geográficos levam ao desaparecimento do pequeno comércio
tradicional e das mercearias; e os campos agrículas e as paisagens
naturais da Lusitânia estão a ser destruídas por
empreendimentos turísticos e hoteleiros pertencentes a companhias
estrangeiras mais interessados nos seus negócios do que no desenvolvimento
efectivo da nossa terra, todos estes crimes são feitos com um
custo demasiado grande, este mal irreparável irá definitivamente
acabar com a nossa forma de vida rural, com a nossa cultura alimentar
tradicional e com uma sólida lavoura das nossas terras agrícolas,
muitas das tradições e técnicas agrícolas
tradicionais já se perderam para sempre na Lusitânia, tudo
começou com os dez anos de governação do antigo
P-M português Cavaco Silva até ao actual ministro Jaime
Silva do governo direitista do PS português, e eles ainda não
terminaram com a destruição da agricultura lusitana.
Isto não é maneira de viver; um país, um povo e
uma nação não têm assim futuro. Só
se nos livrarmos desta disfuncional relação económico-social
que privelegia uns poucos em detrimento de muitos, é que nós
Lusitanos, a Lusitânia, Portugal e o mundo conseguirão
estar melhor.
A falsa identidade ‘Portuguesa’ que os políticos
e as elites portuguesas querem impor aos lusitanos e aos outros povos
nativos regionais de Portugal, não é mais do que uma forma
de legitimar a ocupação das nossas terras da Lusitânia
e de desnacionalizar o povo nativo lusitano da sua verdadeira e milenária
identidade étnico-cultural. Este pseudo "nacionalismo"
ou patrioteirismo português resultou e enganou muitos lusitanos
no passado, mas não o conseguirá fazer por muito mais
tempo. O reconhecimento da nossa verdadeira e única identidade
nacional Lusitana distinta da portuguesa por parte do Estado e dos governos
centrais portugueses, para nós socialistas lusitanos, e como
membros de uma comunidade internacional, seria uma forma de estreitar
os nossos laços como povo soberano com os outros povos da Terra,
cujas nações e territórios há muito que
foram democratizados, o que infelizmente ainda não aconteceu
em Portugal e na Lusitânia ocupada, por tudo isso nós aconselhamos
todos os outros povos que estão capacitados e qualificados a
fazerem o mesmo, sejam eles Portugueses, Calaicos, Mirandeses, Algarvios,
Alentejanos, Açoreanos, Madeirenses ou Barranquenhos. Comunidades
nativas reconhecidas oficialmente como regiões só engrandecem
um país.
Nós lutamos por uma república socialista independente
na Lusitânia, queremos uma república socialista lusitana
que funcione baseada nos valores humanos e não totalitários,
não queremos uma ilha ou um enclave cercado ou fechado sobre
si mesmo, queremos uma sociedade viva que tenha a participação
de todos os seus cidadãos, que seja parte de uma comunidade vivente
e dinâmica sem dogmas, sectarismos, capitalismo nem privilegiados,
queremos ser parte de uma rede livre que respire justiça e liberdade
para todos os seres humanos.
Uma rede que nos reconhecerá como parte integrante de um mundo
natural, queremos um regresso às nossas raízes e não
sermos donos da natureza, só desta forma conseguiremos construir
uma sociedade global que respeite e viva dentro dos limites do eco-sistema
da Terra.
Nós procuraremos também ser solidários com os outros
povos da Terra em luta pela liberdade, como os Palestinianos, os Tibetanos,
os prisioneiros políticos da Birmânia, as mulheres dos
países muçulmanos, as crianças e adultos famélicos
de África, os povos indigenas da Áustralia e das Américas,
etc.
Nós lutamos com esperança e trabalhamos duramente pela
Lusitânia. Em 2008, nós voltámos às ruas
de algumas cidades lusitanas em campanhas reclamando autonomia regional
para a Lusitânia, e o direito de o nosso povo nativo ser dono
do seu próprio destino, e denunciámos a injustiça
que vigora neste país, entre outras, porque em Portugal há
regiões com mais direitos que outras, as regiões do continente
continuam a viver oprimidas pelo governo central que desta forma perpétua
o colonialismo interno português sobre os outros povos nativos,
enquanto nas ilhas, cerca de três por cento da população
nacional, os Açorianos e Madeirenses já têm uma
autonomia parcial nas suas regiões.
Nós também utilizamos a nossa voz na internet, a nossa
arma preferida, mais barata e mais acessível porque nos permite
divulgar em todo o mundo, ou pelo menos nos países democráticos
a luta do povo nativo lusitano pela liberdade e a da Lusitânia
pela autodeterminação, assim como nos permite encabeçar
e sublinhar outros problemas que afectam a Lusitânia, e que são
comum a todas as outras regiões e nações do mundo,
como por exemplo a falência dos bancos levada a cabo pela ganância
dos gestores do capitalismo, a especulação imobiliária
que aperta o cerco às casas dos mais desfavorecidos pelo sistema
capitalista, as crianças que crescem num mundo virado para a
violência e o hiper-consumismo, a moda inerente à comida
de plástico, a educação moldada de acordo com os
padrões consumistas e materialistas do capitalismo selvagem,
o consumo de drogas pesadas pela nossa juventude, os novos imigrantes
clandestinos e os exilados políticos que fogem da fome ou de
regimes totalitários e que são alojados em antigas prisões,
etc.
Nós lutamos com esperança, pela nossa gente em toda a
parte.
Os nossos membros ganham apenas o seu ordenado como operários,
e doam cinco por cento do seu ordenado ao partido; nós não
temos políticos profissionais de carreira nas nossas fileiras.
Nós somos gente do povo e trabalhamos apenas para o povo.
As nossas actividades limitadas defacto pela inexistência de liberdade
política em portugal, o que interdita a existência de partidos
regionais está centralizada às nossas aparições
esporádicas nas ruas de algumas cidades lusitanas, o nosso objectivo
passa também por construir um amplo movimento de massas que congregue
toda a esquerda lusitana, de forma a promover e desenvolver as ideias
do socialismo de base democrática e humano, e não a social-democracia
que apenas faz a gestão do capitalismo.
Nós também queremos pôr na ordem do dia a ideia
de uma autêntica justiça social e igualdade de direitos
para todos os lusitanos e lusitanas, independentemente da sua idologia
política.
Nós também queremos fazer deste planeta um mundo melhor
para as gerações vindouras e assegurarmo-nos de que a
Terra é um mundo onde todos têm o seu lugar para viver
e desfrutar.
Junta-te a nós, na única guerra
digna de lutar – contra o centralismo, a pobreza e a ganância,
e pela autodeterminação, pela justiça, humanidade
e paz. Lutemos pelo povo, não pelo lucro.