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A Voz Socialista Lusitana

ÓRGÃO OFICIAL DO P.S.L.

 

 

PRIMEIRA EDIÇÃO ONLINE, DEZEMBRO DE 2006.


UMA NOVA FORÇA NASCEU PARA CONDUZIR AS CLASSES TRABALHADORAS DA LUSITÂNIA

Em resposta ao surgimento do Bloco de Esquerda (BE) em Portugal, e perante a possibilidade de um Partido Socialista Lusitaniano ter o mesmo impacto eleitoral e social na Lusitânia, é uma das razões porque o Partido Socialista Lusitano (PSL) foi formado.

Durante muito tempo, ou desde o 25 de abril 1974, que os interesses do movimento Socialista na Lusitânia, têm sido liderado na sua maioria, por velhos líderes partidários nascidos na sua maioria em Lisboa e no Porto, e portanto, estranhos aos sentimentos e interesses particulares dopovo trabalhador Lusitano. Nos anos mais recentes, nós temos visto os sucessos e recuos do Bloco de Esquerda (BE) português em Portugal. Enquanto o social-democrata Partido Socialista português no Governo conduzido pelo conservador e direitista burguês José Sócrates (ele pertence a uma família neo-latina portuguesa descendente de Lusitanos renegados e traidores aos interesses do seu povo) tem conduzido o país cada vez mais para a direita, vendendo os interesses deste país ao capital estrangeiro e atentado contra os interesses dos trabalhadores em geral, e tudo sob a cúmplicidade do presidente ultra-liberalista e reacionário da República Portuguesa Cavaco Silva (que parece ter descendência Cónia mas é um colaboracionista da elite estrangeira portuguesa). Estes Portugueses são por agora, dois dos principais inimigos da Lusitânia e do nosso povo trabalhador. Eles como mandaretes das elites reacionárias Portuguesas, tudo fazem para impedir o reconhecimento oficial do povo e da identidade Lusitana, assim como a criação duma Assembleia Regional e duma Região (ou Estado) Autónoma da Lusitânia na actual região das Beiras. Enquanto que os políticos governantes portugueses prosseguem com a sua política de descriminação, repressão e indiferência para com o nossopovo, os trabalhadores Lusitanos nas nossas principais cidades e vilas como Castelo Branco, Covilhã, Guarda e Viseu, têm prosseguido as suas lutas quotidianas, e os Socialistas têm sido forçados a seguir os caprichos dos neo-unionistas e dos chamados socialistas de Lisboa e do Porto.

Os verdadeiros Socialistas Lusitanos por tudo isto, devem romper com aqueles que seguem a política de colonialismo interno estipulada pelo Governo central de Lisboa, de forma a continuarem a nossa luta nacional pela Independência e demascarar a submissão e a falsa unidade (na verdade colonização) com "Portugal".


ENCONTRO FUNDACIONAL PARA DISCUSSÃO DE PERSPECTIVAS

Os Socialistas vindos das mais variadas correntes e tradições de esquerda da Lusitânia juntaram-se agora para formar o Partido Socialista Lusitano. No Encontro nacional de abertura e fundação discutiu-se a política e as perspectivas futuras para o novo partido.

 

JORNAL

Foi determinado e votado neste Encontro nacional de abertura que o Partido Socialista Lusitano edite mensalmente e com regularidade o seu novo órgão de informação, o "A Voz Socialista Lusitana"(VSL). O nome foi inspirado no exemplo dos Socialistas do País Basco, que editam regularmente jornais e revistas acessíveis e atractivas. Também foi decido noEncontro nacional dos socialistas Lusitanos que, o "A Voz Socialista Lusitana" deveria cobrir uma ampla série de tópicos e ser tão objectivo quanto possível, e inclusive facilitar a discussão interna das várias sensibilidades e pontos de vista existentes dentro do partido.

 

 

A ASSEMBLEIA NACIONAL LUSITANA

A possiblidade de se futuramente se criar uma Assembleia Nacional Lusitana livremente eleita e representativa do nosso povo, foi também uma das questões descutidas neste Encontro nacional e fundacional do PSL. Alguns membros do partido sugeriram que nós deveríamos participar totalmente na luta em prol da criação dessa Assembleia, e daí tomarmos a nossa inteira responsabilidade com oslugares que venhamos a conseguir eleger na futura Assembleia. Outros argumentaram que um qualquer futuro Parlamento Regional Lusitano será apenas uma questão secundária na luta do povo Lusitano pela Independência nacional, em relação às nossas actividades extra-parlamentares. Uma minoria dos nossos novos membros (quase todos imigrantes e de descendência portuguesa, e portanto, não étnicamente Lusitanos) clamaram por um boicote em relação à criação de uma qualquer futura Assembleia regional ou nacional Lusitana. Estas questões ainda não foram totalmente resolvidas e votadas, mas serão examinadas na sua totalidade no nosso Primeiro Congresso Nacional agendado para o próximo ano.

 

SEDES LOCAIS

O Partido Socialista Lusitano, criou centros e sedes locais na maioria das principais cidades Lusitanas. Futuramente, nós desejamos criar mais ramos locais um pouco por toda a Lusitânia, concelhos e vilas principalmente. Espera-se que nós consigamos criar cerca de 100 sedes e centros locais até à data do nosso Congresso Nacional do PSL agendado para o próximo ano. Quem o desejar, pode contactar o nosso partido para mais informações detalhadas, em qualquer ramo local na área da sua residência ou local de trabalho.

 

 

PLATAFORMAS

Tal como acontece em Portugal com o Bloco de Esquerda (BE), nós acolheremos a formação de qualquer plataforma de entendimento ou coligação com outras forças políticas e sociais Lusitanas. Até à data, ainda não foi formada qualquer tipo de plataforma. Contudo, nós anticipamo-nos a receber os Socialistas desencantados e em ruptura com as tendências centralistas de Lisboa, de que há lugar para a formação de Plataformas com ou dentro do próprio partido. Nós acreditamos que estas futuras platformas a serem criada não poderão ser feitas e construídas à custa do partido. A criação, admissão e a conduta dessas platformas serão descutidas no Primeiro Congresso do PSL.


O QUE É QUE AS PESSOAS TÊM DITO SOBRE O PARTIDO

A criação do nosso partido foi muito saudada na Galiza (hoje sob ocupação colonial espanhola) como:

"um grupo Lusitano muito genuíno e sincero nos seus propósitos em prol da luta do povo Lusitano pela liberdade, que devería ser completamente apoiado na sua luta pela independência nacional".

Outras reações (nacionais) não foram tão entusiásticas, tais como:

"pergunta-se que secção dos lealistas portugueses foi escorraçada pelo Bloco de Esquerda (BE) para se aborreçer com o novo partido. Porque é que o PCP e o BE não se unem para enfrentar a direita e combater o seu governo, nós não sabemos".

"O "A Voz Socialista Lusitana" responde que nós estamos tentando seguir o exemplo dos nacionalistas da Galiza. É o PSL que irá fornecer um forum de discussão para as organizações políticas acima mencionadas se unirem na luta dos trabalhadores portugueses pelo socialismo".

O Partido da Liberdade do Povo Lusitano deu já uma resposta ao projecto do PSL:

A sua resposta foi na globalidade muito negativa.

Não obrigado, nós não só não queremos uma governação anti-democrática sediada em Viseu, como não aceitamos um poder centralista anti-democrático a partir de Lisboa. Uma cruz dourada é sempre uma cruz no peito do nosso povo, camaradas!

Não nos esqueçamos de que o denominado "Antigo Reino da Lusitânia", o Fascismo provinciano do Salazarismo, consideredo em si mesmo o suserano de projectos dissidentes portugueses, era na verdade uma arma contra as liberdades fundamentais de um povo. Nós não queremos trocas com outras organizações que se baseiem na opressão!

Em todo o caso, que é que pretendem com estas reivindicações, a Restauração de títulos e brasões aristocráticos sem escudeiros oficiais? Reimplantação do velho Escudo dourado mas desta vez sem compensações para o Terreiro do Paço? Liberdade para o Paganismo, quando a religião é o ópio do povo ignorante? Que mais é que vocês pretendem, a reintrodução de parques industriais cheios de escravos urbanos ou o velho sistema feudal?

Além disso, nós não queremos ter um visto para ir até Coimbra ou ter de correr a manopla da polícia fronteiriça portuguesa fortemente armada para passar para o outro lado da fronteira.

De qualquer forma, onde é que tudo isto iria parar? Provavelmente, para a próxima vocês iriam propor a divisão da Lusitânia em "regiões separadas". Não está já o Governo Português a fazer tudo isso e mais alguma coisa, com a quase total estupidificação terciária do centro da capital.

Pensamos, que nós vamos aderir ao internacionalismo e contra a globalização patrocinada pelas forças capitalistas, em todo o caso, embora a nossa sede central seja em Castelo Branco, o nosso líder é um incansável defensor das comunidades locais.

De facto, nós não dispomos de muito tempo, e porque é urgente a liberdade do povo Lusitano, o P.S.L. está ocupadíssimo em construir o Socialismo numa Lusitânia livre.

"Não mais do que 0.01% do total da população Lusitana acredita numa Lusitânia independente?". Existe mesmo o caso de se rejeitar uma "Lusitânia menor". E a Língua? Pelo menos o cidadão comum de Castelo Branco fala com um acento claramente diferenciado daquele da população de Lisboa ou do Porto.

Comparávelmente com Lisboa. Embora os "alfacinhas" variem muito da antigamente denominada Grande Área Metropolitana de Lisboa, estas diferenças não são tão grandes, como em relação aos Lusitanos.

Não esqueçamos que a própria identidade nacional Portuguesa, Espanhola, Basca ou outra qualquer (já para não falar nos novos países dos Balcãs, que nem sequer têm diferenças culturais ou dialectais assinaláveis) eram somente noções para as classes dirigentes destes países à 200 ou 300 anos atrás. Desde então, eles têm-se babado na queda da sua escada social.

Embora a resposta dos mais bem sucedidos socialistas portugueses na Lusitânia tenha sido abrucanhadamente negativa, nós incitamo-los a repensarem as suas estratégias e pensamentos no que respeita à particularidade da Lusitânia. Eles serão totalmente bem-vindos em juntarem-se ao partido em qualquer altura, apenas lhes basta acabar com o seguidismo político em relação ao poder centralista português. Nós esperamos que eles possam romper os laços que ainda têm com Lisboa e o Porto, juntarem-se a nós econstruir as forças por uma República Lusitana independente.


 

O PARTIDO NACIONALISTA DA LUSITÂNIA E AS NOSSAS RELAÇÕES COM O MESMO:

 

UMA TROCA DE CARTAS

Camaradas,

Nós gostaríamos de anunciar a formação do Partido Socialista Lusitano, como sendo o único representante dos trabalhadores Lusitanos. Nós gostaríamos também de ter boas relações com outros partidos Lusitanos, incluindo o Partido Nacionalista da Lusitânia, deste modo, procuramos iniciar imeditas negociações políticas para a unidade de acção na luta do povo Lusitano pela sua liberdade e independência.

com as melhores saudações,

Comité Executivo do Partido Socialista Lusitano

 

EIS A RESPOSTA DADA PELO PARTIDO NACIONALISTA DA LUSITÂNIA:

Caros amigos,

Obrigado por nos terem escrito a informar-nos sobre a fundação do vosso movimento esquerdista. Nós já informámos informalmente o Direcção Executiva Nacional sobre o vosso pedido de uma acção conjunta. Seria possível enviarem-nos mais informações sobre a curta história do vosso partido? Nós também já propusémos formar alianças políticas com outras formações Lusitanas ideológicamente semelhantes ao nosso partido. Obrigado.

Paz e amor,

da Direcção Executiva Nacional do Partido Nacionalista da Lusitânia.

 

A NOSSA RESPOSTA SERÁ PUBLICADA AQUI ON-LINE NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO "VOZ SOCIALISTA LUSITANA" A SAIR NO FINAL DE JANEIRO 2007. TANTO QUANTO SABEMOS, AS RELAÇÕES ENTRE O P.S.L. E OUTRAS FORÇAS POLÍTICAS LUSITANAS TAMBÉM SERÃO DEBATIDAS NO NOSSO PRIMEIRO CONGRESSO NACIONAL.